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Li isto h tanto tempo, h tanto que devia ent o ser uma besta e n o ter guardado em mim algumas coisas al m de fant sticas que aqui se passam.Nero 4 Mago 4 Madalena 5 Morgado 5 Bambo 4 Ten rio 3 Jesus 4 Cega Rega 4 Ladino 3 Ramiro 3 Farrusco 4 Miura 5 Senhor Nicolau 5 Vicente 5 Com este livro senti uma forte ponte de liga o entre humano e animal e sobressa do o lado animal no ser humano e o lado humano e consciente de si pr prio no animal.Do ponto de vista de um animal destaca se, mais facilmente, a pequenez de alguns comportamentos humanos face a estes e no geral, enquanto a vida do ponto de vista animal embora feita de pequenas actividades, s vezes s escondidas, valiosa e pura.O livro tem uma m o cheia de contos pequenos, mas que, embora pequenos, isso n o p e Com este livro senti uma forte ponte de liga o entre humano e animal e sobressa do o lado animal no ser humano e o lado humano e consciente de si pr prio no animal.Do ponto de vista de um animal destaca se, mais facilmente, a pequenez de alguns comportamentos humanos face a estes e no geral, enquanto a vida do ponto de vista animal embora feita de pequenas actividades, s vezes s escondidas, valiosa e pura.O livro tem uma m o cheia de contos pequenos, mas que, embora pequenos, isso n o p e em causa a robustez das hist rias.A escrita de Miguel Torga interessante, d gozo ver como ele brinca com algumas palavras e faz umas frases deliciosas, embora existam partes que exigem alguma paci ncia para se compreender Nunca pensei que uma obra escrita no ano de 1940 fosse t o actual.O m rito desse feito claro fruto de Miguel Torga, o nico escritor que at hoje me cativou com a sua poesia e por esse motivo decidi partir para a prosa.Em 14 contos s o abordados temas como o aborto, a velhice, a tourada, a amizade, a liberdade e at religi o, entre muitos outros Miguel Torga descreve os sentimentos e pensamentos dos animais de forma t o subtil que desde cedo percebemos que o objectivo n o defender os direit Nunca pensei que uma obra escrita no ano de 1940 fosse t o actual.O m rito desse feito claro fruto de Miguel Torga, o nico escritor que at hoje me cativou com a sua poesia e por esse motivo decidi partir para a prosa.Em 14 contos s o abordados temas como o aborto, a velhice, a tourada, a amizade, a liberdade e at religi o, entre muitos outros Miguel Torga descreve os sentimentos e pensamentos dos animais de forma t o subtil que desde cedo percebemos que o objectivo n o defender os direitos dos mesmos mas sim os deveres dos humanos para com a Terra.Atrav s das pequenas hist rias as crueldades e as felicidades da natureza e do homem s o postas a nu, num grito de quase desespero para alcan ar a mente da sociedade t o devota de si mesma.Um dos meus contos preferidos sem d vida o de Madalena Tentei adivinhar qual seria o bicho representado, quando me apercebo que sou eu, ali, no meio daquela bicharada O Homem encontra tamb m o seu lugar Lugar esse para mostrar o preconceito da sociedade perante uma jovem solteira e gr vida Que subiu a montanha o quanto conseguiu para dar luz o seu filho e enterra lo l para de seguida descer a montanha e regressar sociedade civilizada.Mas ainda acima disso eu destacaria o ltimo conto, em que Vicente, o corvo, a meu ver, nem mais nem menos, a representa o quase impercept vel do pr prio Miguel Torga Um p ssaro livre das trivialidades, da religi o, da compaix o de Deus, que n o precisa de nenhuma Arca de No para sobreviver, mesmo sabendo Que, para salvar a sua obra, fechava melancolicamente, as portas do c u 30 anos depois da primeira leitura, o livro cresceu ainda mais Ter me tornado professora de Hist ria fez me compreender, agora, como cada um destes contos revela um epis dio aleg rico da realidade portuguesa da primeira metade do s culo XX.Recomendado para quem n o se importar de fazer pesquisa extra sobre o autor e sobre as raz es pelas quais este livro foi censurado pelo Estado Novo. O sentido tel rico de um transmontano que embate com no es minhas mais progressivas Ainda assim, um boa leitura, feita h muito anos. Contos que me encantam sobretudo pela linguagem e o olhar genu no dos Transmontanos Torga perseguia regionalismos pesquisando, conversando e interrogando a sua gente, para que ficassem para sempre registados. Foi o primeiro livro que li de Miguel Torga e a sua escrita conquistou me logo, devido logo nota introdut ria, mas fundamentalmente capacidade do autor de ir, gradualmente, mudando o tom da narra o e ir tornando a coisa mais s ria, come ando na morte de um simples c o pachorrento e terminado num corvo que desafia a omnipot ncia de Deus.Apesar de se tratar de um livro de contos, dos quais n o sou a maior apreciadora, todos os presentes nesta obra tinham um ponto em comum falarem sobre bic Foi o primeiro livro que li de Miguel Torga e a sua escrita conquistou me logo, devido logo nota introdut ria, mas fundamentalmente capacidade do autor de ir, gradualmente, mudando o tom da narra o e ir tornando a coisa mais s ria, come ando na morte de um simples c o pachorrento e terminado num corvo que desafia a omnipot ncia de Deus.Apesar de se tratar de um livro de contos, dos quais n o sou a maior apreciadora, todos os presentes nesta obra tinham um ponto em comum falarem sobre bichos e construirem uma pequena Arca de No Ao longo da leitura tive sempre a sensa o de que estes bichos n o eram mais do que met foras, essas que n o tenho bem a certeza de ter entendido, e talvez por isso tenha apreciado mais o livro, mais que n o seja por me ter despertado esta sensa o de d vida quanto sua compreens o e talvez me levar a l lo de novo daqui a uns tempos.De todos os contos, sem d vida que Jesus foi o meu preferido, pela sua simplicidade e consequente beleza *Download ↡ Bichos ☃ ver s rie Grandes Livros BICHOS Miguel Torga Bichos de Miguel Torga um universo desenhado em catorze contos, onde humanos e animais partilham caracter sticas e tamb m as vicissitudes da vida, colocando quest es fundamentais sobre a sociedade e a pr pria exist nciaEste cl ssico da literatura portuguesa, foi publicado pela primeira vez emCada um dos catorze contos tem uma personagem um animal humanizado ou um humano que quase animal e todos vivem em luta com a natureza, Deus ou consigo mesmoDiferentes entre si nas suas particularidades, estes bichos , animais e humanos, est o todos na mesma Arca de No , a terra m e, irmanados numa luta igual pela vida e pela liberdade As suas hist rias, apelam interpreta o porque representam dilemas muito humanos mas partilhados quer pelos homens quer pelos animais O Homem , neste livro, mais um bicho entre os outros e n o ocupa um lugar privilegiado na cria oPara Miguel Torga, a evolu o afastou o Homem da natureza, condenando o perdi o e, viaja com Bichos em busca da sua ess ncia selvagem, da pureza dos instintos, pondo em causa Deus, liberdade, sociedade e a rela o do individuo com elas ver mais at J andava para ler este livro h algum tempo, depois de ter lido Novos Contos Da Montanha Ap s ter visto um espet culo de dan a do grupo Dan ando com a Diferen a que admirei bastante, achei que tinha mesmo de ler, at para entender melhor a dan a e perceber de ode vinham aquelas personagens.Foi muito interessante reconhecer no livro as hist rias dos bailarinos, que segundo o diretor art stico, foram escolhidos de acordo com o seu percurso pessoal para encaixarem nas personagens.Os contos falam J andava para ler este livro h algum tempo, depois de ter lido Novos Contos Da Montanha Ap s ter visto um espet culo de dan a do grupo Dan ando com a Diferen a que admirei bastante, achei que tinha mesmo de ler, at para entender melhor a dan a e perceber de ode vinham aquelas personagens.Foi muito interessante reconhecer no livro as hist rias dos bailarinos, que segundo o diretor art stico, foram escolhidos de acordo com o seu percurso pessoal para encaixarem nas personagens.Os contos falam quase todos da morte, mas n o s o negros Alguns s o tristes, outros contentes, outros ainda desafiantes S o muito diversos, tal como o grupo de dan a, t o diferentes e t o unidos no palco Um zoo liter rio e dan ante Se eu hoje me esquecesse das tuas ang stias, e tu das minhas, ser amos ambos traidores a uma solidariedade de ber o, umbilical e c smica se amanh n o estiv ssemos unidos nos factos fundamentais que a posteridade h de considerar, estes anos decorridos ficariam sem qualquer significa o, porque onde est ou tenha estado um homem preciso que esteja ou tenha estado toda a humanidade.